Teodoro Nguema Obiang Mangue, Vice-Presidente da Guiné Equatorial, apelou a uma cooperação que preserve a paz, impulsione um crescimento sustentável e inclusivo e fortaleça a capacidade dos países do Sul Global para moldarem o seu próprio futuro.
A cooperação no século XXI deve ajudar os países a mobilizar financiamento, transformar matérias-primas e desenvolver conhecimento e tecnologias, afirmou. Para África, isto significa investimento em cadeias de valor locais, infraestruturas, industrialização, capital humano e novas tecnologias para criar empregos. Um continente mais produtivo e industrializado seria um parceiro mais forte e ajudaria a enfrentar os desafios da migração, salientou.
Recordando a Agenda 2030, disse que o mundo abraçou uma visão profundamente humana: erradicar a pobreza, proteger o planeta e garantir que todos possam viver com dignidade, sem deixar ninguém para trás.
«No entanto, à medida que nos aproximamos da data-limite, estamos longe de atingir os seus objetivos», advertiu. «As diferenças não diminuíram: a pobreza persiste, a desigualdade aumenta e as alterações climáticas continuam a causar impactos severos.» Apelou a uma arquitetura financeira internacional que permita o investimento produtivo, reflita as vulnerabilidades dos países em desenvolvimento e apoie os esforços nacionais.
Sobre a resolução pacífica de disputas, destacou a decisão da Guiné Equatorial e do Gabão de submeterem as suas divergências territoriais ao Tribunal Internacional de Justiça. Ambos os países continuam a avançar na implementação do resultado através do diálogo bilateral, afirmou.
Os 54 Estados africanos membros das Nações Unidas representam uma parte fundamental da realidade política e demográfica do século XXI, sublinhou. Reafirmou o apoio da Guiné Equatorial à Posição Comum Africana, consagrada no Consenso de Ezulwini e na Declaração de Sirte, que pede dois lugares permanentes com direito de veto para África no Conselho de Segurança e mais dois lugares não permanentes.


