«A sessão da Assembleia Geral deste ano realiza-se 25 anos depois do ato terrorista que destruiu as Torres Gémeas em Nova Iorque», recordou João Manuel Gonçalves Lourenço, Presidente de Angola.
Condenando o terrorismo, acrescentou: «Além do terrorismo, que continua ativo sobretudo em África, a situação da paz e segurança globais tem piorado ano após ano.»
«Ao longo dos anos, Angola procurou dar o seu contributo para a construção e consolidação da paz em África e no mundo», salientou, destacando várias iniciativas realizadas no continente.
«O meu país leva a sério o nosso compromisso com as questões da paz e a resolução de conflitos através do diálogo», afirmou, explicando que o paradigma angolano para as iniciativas de construção da paz assenta na procura de soluções realistas e sustentáveis: soluções africanas para conflitos africanos.
Esta sessão da Assembleia Geral tem um significado especial para Angola, por decorrer no ano do quinquagésimo aniversário da sua admissão nas Nações Unidas. «Na altura, foi uma conquista histórica para o povo angolano.»
«As tentativas de dominar países e regiões inteiras do globo pela força das armas estão a conduzir o mundo para a catástrofe», alertou, lamentando que «hoje vivemos num ambiente de anarquia global em que o uso da força prevalece sobre a força da razão e da lei».


