Nasser Bourita, Ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino de Marrocos, afirmou que os grupos armados não estatais que ameaçam os Estados cresceram consideravelmente e agora ameaçam corredores marítimos e estreitos em todo o mundo. Estão ligados a organizações terroristas, redes criminosas e elementos mercenários.
«Devem, por isso, ser tratados com firmeza, e deve ser atribuída responsabilidade aos Estados que os patrocinam, acolhem, financiam, armam e lhes fornecem refúgio e apoio.»
Esses grupos, bem como os seus patrocinadores, não podem tornar-se um meio de escapar à responsabilização ou uma ferramenta para realizar aquilo que os Estados não podem fazer diretamente, afirmou, apelando a sanções dissuasoras.
A ação climática também deve ser prioritária, disse, porque a paz e o desenvolvimento sustentável só podem ser preservados através de uma resposta eficaz às alterações climáticas, que já afetam a segurança da água e dos alimentos, a estabilidade dos territórios e das economias e as condições de vida das populações.
Marrocos está a realizar um esforço nacional de ação climática, salientou, recordando o impacto das alterações climáticas no continente africano. Mas a resposta exige ações mais amplas, incluindo «financiamento acessível e a preços comportáveis, transferência de tecnologia e verdadeira solidariedade internacional».
O conflito israelo-palestiniano é motivo particular de preocupação. A Palestina deve ter um Estado viável para que exista paz no Médio Oriente. Marrocos decidiu participar na Força Internacional de Estabilização em Gaza.
Acrescentou que o país está profundamente preocupado com a instabilidade na Cisjordânia e com repetidas violações da santidade da Mesquita de Al-Aqsa.


