Ilídio Vieira Té, Primeiro-Ministro da Guiné-Bissau, afirmou que, em determinados momentos, as Nações Unidas tiveram um desempenho abaixo das expectativas.
«Esta realidade não deve levar-nos a questionar os fundamentos do sistema multilateral, mas sim a reforçar a eficácia, a representatividade e a capacidade de ação das instituições internacionais», aconselhou, apelando aos Estados-Membros para garantirem que o multilateralismo funcione para todos.
Anunciou a conclusão do processo de revisão constitucional do país e a adoção, por referendo em 30 de agosto, de uma nova Constituição, classificando-a como «um marco importante».
Segundo explicou, este processo ocorreu após a ruptura da ordem constitucional em 26 de novembro de 2025 durante as eleições e a subsequente instalação de um período de transição de um ano destinado a criar as condições necessárias para restaurar o regime democrático.
«O Governo está empenhado em criar as condições necessárias para que as eleições presidenciais e legislativas, marcadas para 6 de dezembro deste ano, decorram de forma inclusiva, livre, transparente e credível», garantiu.
Anunciou também a candidatura do país a membro não permanente do Conselho de Segurança para o mandato de 2028-2029.
Apontou para as «enormes lacunas» no financiamento do desenvolvimento e dos programas de ação climática, que alimentam elevados níveis de pobreza, desigualdade social e um crescente peso insustentável da dívida nas economias dos países em desenvolvimento.
«Nenhum país, por mais poderoso que seja, pode enfrentar sozinho os desafios de hoje.» Por isso, «precisamos de mais multilateralismo, cooperação internacional eficaz e uma ação coletiva mais unida e determinada».


